Emaltes e unhas

São tão queridos, que já fazem parte do dia a dia do público feminino, acompanhando tendências da moda e estações do ano.

Contudo, esses produtos muitas vezes podem desencadear um quadro chamado “dermatite de contato alérgica”, mesmo após anos utilizando esmalte.

Essa alergia é caracterizada por vermelhidão, coceira e descamação, tanto na região peri ungueal, como `a distância, em pescoço, face e principalmente nos olhos (pálpebras), possivelmente pelo contato das mãos nesses locais.

Os principais agentes presentes nos esmaltes que desencadeiam esses quadros, chamados alérgenos, são: o formaldeído, que está na resina do esmalte, exerce a função de dar aderência e a durabilidade do produto; o tolueno, solvente da fórmula de esmaltes tradicionais e a mica, pigmento utilizado nos esmaltes perolados e cintilantes.

É possível descobrir qual a gente está relacionado a cada caso, por um teste de contato (Patch Test), realizado por alguns alergologistas e dermatologistas.

O tratamento é realizado por medicações para controlar as lesões e a sua utilização é suspensa!

Dependendo do grau de alergia, as mulheres alérgicas a esmaltes, podem usar esmaltes hipoalérgicos.

A alergia não tem cura, mas algumas vezes, após muitos anos de abstinência do contato com o alérgeno, ela pode ficar mais fraca, mas, em geral dura para sempre.

Emaltes fazem a cabeça de muitas mulheres!

Dra. Ana Carolina Antunes
Médica especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia
Pós Graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC
Pós Graduação em Tricologia e unhas pela UMC
Preceptora do Serviço de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes