Melasma

Doença de pele crônica e adquirida, caracterizada pelo aparecimento de manchas acastanhadas, de tonalidades variadas, localizadas em áreas expostas ao Sol, principalmente no rosto. Ocorre preferencialmente em mulheres e em cerca de 10% dos homens.

No melasma temos uma disfunção dos melanócitos (responsáveis pela produção do pigmento da pele, melanina), que apresentam uma resposta mais intensa ao estímulo da radiação ultravioleta, luz visível e lâmpadas artificiais. Contudo, sua causa ainda não está totalmente esclarecida, estando envolvidos fatores genéticos raciais, hormonais e ambientais, como a radiação ultravioleta e luz visível.

A participação do estrógeno e progesterona na etiologia destas manchas tem fortes indícios pela piora tanto com a gestação, como o uso de anticoncepcionais. O melasma pode surgir ou piorar na gravidez, associado às alterações hormonais desse periodo, por esse motivo era chamado de "cloasma gravídico".

Por se tratar de uma doença de pele crônica e ainda sem cura, seu tratamento é contínuo, mostrando melhora e controle com o uso domiciliar de substâncias clareadoras, antioxidantes e filtros solares, podendo associar a alguns procedimentos estéticos, como por exemplo peelings químicos.

Dessa maneira, vemos que essa doença de pele pede disciplina, principalmente pela consciência da necessidade de proteção solar e para luz visível diária, além da manutenção constante do uso de medicamentos dermatológicos específicos, cosméticos e nutraceuticos, que promovam um equilíbrio da pigmentação.

Dra. Ana Carolina Antunes
Médica especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia
Pós Graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC
Pós Graduação em Tricologia e unhas pela UMC
Preceptora do Serviço de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes